'A Turma': PF afirma que, sob comando de Vorcaro, grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada

  • 04/03/2026
(Foto: Reprodução)
PF aponta a existência de 4 núcleos no esquema criminoso de Daniel Vorcaro As trocas de mensagens de Daniel Vorcaro com Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, mostram como agia o núcleo de intimidação e obstrução de justiça. A Polícia Federal afirma que esse era o braço armado da organização criminosa de Daniel Vorcaro. A Polícia Federal afirma que, sob comando de Daniel Vorcaro, o grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada, denominada “A Turma”, destinada à obtenção ilegal de informações sigilosas e à intimidação de críticos do conglomerado financeiro. As conversas interceptadas demonstram que o grupo atuava de forma violenta. A PF detalha o comportamento e as responsabilidades dos três principais personagens da “Turma”. Segundo a Polícia Federal, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, era o responsável por organizar os pagamentos pelos serviços de monitoramento ilegal. Luiz Phillipi Mourão era o líder operacional do grupo, chamado pelos outros de “Sicário”, uma denominação para assassino de aluguel. E Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado, usava contatos profissionais para obter informações sigilosas e fazia vigilância clandestina de alvos. De acordo com a investigação, Luiz Phillipi Mourão, o Sicário, organizava e executava ações destinadas à identificação, localização e acompanhamento de pessoas que mantinham relação com investigações ou com críticas às atividades do grupo econômico ligado ao Banco Master. Entre as tarefas, fazia consultas e extrações de dados em sistemas restritos de órgãos públicos, usando credenciais funcionais de outras pessoas, permitindo a obtenção de informações protegidas por sigilo institucional. A investigação mostra que ele teria obtido acesso indevido aos sistemas da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até mesmo de organismos internacionais, como FBI e Interpol. Luiz Phillipi Mourão também atuava para a remoção de conteúdos e perfis em plataformas digitais. Essa atuação, segundo a PF, envolvia o envio de comunicações institucionais ou documentos sem validação formal, com o objetivo de obter dados de usuários ou promover a retirada de conteúdos considerados prejudiciais aos interesses do grupo. 'A Turma': PF afirma que, sob comando de Vorcaro, grupo criminoso mantinha estrutura de vigilância e coerção privada Jornal Nacional/ Reprodução A Polícia Federal também encontrou mensagens de Daniel Vorcaro combinando com Mourão para intimidar um funcionário do próprio banqueiro, que supostamente teria feito uma gravação indesejada dele. Vorcaro faz determinação expressa a Mourão para “levantar tudo dos dois”, que seriam o seu funcionário e um chef de cozinha a ele associado. A uma certa altura, Vorcaro expressamente menciona a Mourão: “O bom de dar sacode no chef de cozinha primeiro. O outro já vai assustar”. Em outra conversa, o alvo do banqueiro é uma outra funcionária: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”. Mourão responde: “O que é para fazer?”. Vorcaro orienta: “Puxa endereço, tudo”. De acordo com a decisão de André Mendonça, há fortes indícios de que Luiz Phillipi Mourão “recebia R$ 1 milhão por mês de Vorcaro por intermédio de Fabiano Zettel como forma de remuneração por serviços ilícitos”. O pagamento era feito por meio de uma empresa de empreendimentos imobiliários. A Polícia Federal relata uma troca de mensagens sobre isso. Ao ser indagado por Vorcaro sobre os dados para o pagamento e sobre o valor exato, Mourão responde nos seguintes termos: “Ele (ao que tudo indica, seria Fabiano Zettel, diz a PF) manda o mensal e eu divido entre a turma. Mando para eles 400 divido entre seis. Os meninos mando 75 para cada, o meu. O DCM e mais dois editores. É este o mensal. Ele manda um e quando você manda bônus eu divido entre os meninos e a turma”. A assessoria de imprensa de Daniel Vorcaro disse que ele jamais teve intenção de intimidar jornalistas, que as mensagens foram tiradas de contexto e que ele jamais determinou agressões ou qualquer espécie de violência. A defesa de Fabiano Zettel disse que ele está à disposição das autoridades. A defesa de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, disse que ele desconhece a conta bancária e os valores citados pela PF. O Jornal Nacional não conseguiu contato com Paulo Sérgio Neves de Souza, Belline Santana, Leonardo Augusto Furtado Palhares, Ana Claudia Queiroz de Paiva e Marilson Roseno da Silva. LEIA TAMBÉM 'A Turma': quem é quem no grupo investigado por ameaças que levou à nova prisão de Vorcaro Daniel Vorcaro é preso pela PF em nova fase da operação sobre Banco Master O que você precisa saber sobre a prisão de Daniel Vorcaro e o colapso do Banco Master

FONTE: https://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2026/03/04/a-turma-pf-afirma-que-sob-comando-de-vorcaro-grupo-criminoso-mantinha-estrutura-de-vigilancia-e-coercao-privada.ghtml


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