'Espera angustiante' e 'luto interrompido': família de corretora gaúcha esquartejada em SC espera liberação do corpo há 2 semanas

  • 27/03/2026
(Foto: Reprodução)
Delegado trata como latrocínio caso de corretora gaúcha esquartejada em SC "Sofrimento imenso", "espera angustiante" e "luto interrompido". É dessa forma que a família da corretora de imóveis Luciani Aparecida Estivalet Freitas, esquartejada em Florianópolis (SC), define as duas últimas semanas - período em que espera a liberação do corpo para poder sepultá-la em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp Em publicação conjunta nas redes sociais, os irmãos pedem justiça por Luciani. "Tudo o que queremos é poder nos despedir da nossa irmã e encontrar um mínimo de alívio em meio a tanta dor", diz trecho da postagem. "Cada dia que passa é um sofrimento imenso para todos nós. Já são duas semanas convivendo com essa dor, com essa espera angustiante, sem poder dar à nossa irmã um enterro digno, sem poder nos despedir como ela merece. Essa demora tem nos impedido até mesmo de tentar seguir em frente. Estamos vivendo um luto interrompido, preso, sem respostas, sem paz", relata a família. A indefinição está atrelada à conclusão das perícias, prevista para até 40 dias, segundo a Polícia Científica de Santa Catarina. Há amostras em análise nos setores de genética e toxicologia, esta para verificar a possível presença de substâncias, como drogas ou medicamentos. A Polícia Científica afirma que os procedimentos técnicos adotados asseguram a precisão e visam resguardar a dignidade da vítima e de seus familiares, "possibilitando a restituição do corpo da forma mais completa possível, evitando novas etapas de luto". Leia abaixo a íntegra da manifestação Luciani nasceu em Alegrete e foi criada em Canoas. Ela deixa os irmãos e a mãe. O pai morreu há duas décadas, também vítima de latrocínio (quando ocorre roubo seguido de morte) e aos 47 anos. Família de corretora gaúcha esquartejada em SC vive angústia à espera de liberação do corpo Reprodução e Arquivo Pessoal O crime A corretora havia sido vista pela última vez em 4 de março, conforme o irmão Matheus Estivalet. O desaparecimento foi registrado na segunda-feira (9). No dia 11, um corpo esquartejado foi encontrado em Major Gercino (SC). A Polícia Civil confirmou que os restos mortais eram de Luciani em 13 de março. Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no crime cometido contra a gaúcha: a administradora da pousada onde Luciani morava, um vizinho de porta da corretora e a namorada deste vizinho. O crime é investigado como latrocínio, quando ocorre roubo seguido de morte. A suspeita acontece após a polícia identificar compras feitas pelos investigados usando o nome da vítima. Itens como eletrônicos e artigos esportivos foram adquiridos no período após o desaparecimento de Luciani. Os parentes estranharam o fato de ela não atender ligações e perceberam uma série de erros gramaticais em mensagens enviadas pelo celular da corretora. Segundo a Polícia Civil, as partes do corpo foram divididas em cinco pacotes diferentes e levadas com o carro da própria vítima até uma ponte, na área rural da cidade, e jogadas em um córrego. Mensagem suspeita acendeu alerta à família de Luciani Aparecida Estivalet Freitas Arquivo pessoal Nota da Polícia Científica de SC "NOTA OFICIAL A Polícia Científica de Santa Catarina informa que, no caso da corretora Luciani Aparecida Estivalet, o corpo foi localizado de forma fragmentada, com diferentes partes sendo encaminhadas à perícia em momentos distintos. Diante dessa condição, os procedimentos técnicos adotados priorizaram a reunião e análise conjunta de todos os fragmentos. A partir dos exames realizados pela área de Antropologia Forense, foi possível estabelecer que todas as partes pertencem a um único indivíduo, garantindo a correta vinculação dos vestígios. A adoção desse protocolo é fundamental para assegurar a precisão pericial, evitando a necessidade de múltiplos exames genéticos isolados em cada fragmento e garantindo que se trata de um único óbito. Além disso, o procedimento visa resguardar a dignidade da vítima e de seus familiares, possibilitando a restituição do corpo da forma mais completa possível, evitando novas etapas de luto decorrentes de eventuais identificações posteriores de partes. No momento, amostras coletadas seguem em análise nos setores de Genética e Toxicologia da Polícia Científica, com o objetivo de identificar a vítima e verificar a possível presença de substâncias, como drogas ou medicamentos. Esse processo deve levar entre 20 e 40 dias. A Polícia Científica de Santa Catarina reafirma seu compromisso com a busca pela verdade, a promoção da justiça e a defesa da cidadania." Infográfico - Morte corretora gaúcha Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/03/27/luto-interrompido-familia-corretora-gaucha-esquartejada-sc-espera-liberacao-do-corpo-ha-2-semanas.ghtml


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