MP denuncia vereador Dione Carvalho por suspeita de 'rachadinha' em gabinete de Manaus
30/09/2026
(Foto: Reprodução) Vereador Dione Carvalho (Agir) foi denunciado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas por suposto envolvimento em um esquema de "rachadinhas".
CMM/Assessoria de Imprensa
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou o vereador de Manaus Dione Carvalho (Agir) por suspeita de participação em um esquema de "rachadinha" em seu gabinete. A prática consiste na devolução de parte do salário de assessores a agentes públicos ou pessoas ligadas ao mandato.
Segundo a denúncia, um ex-assessor identificado como Anderson Pontes Caldas relatou à polícia que foi nomeado para trabalhar no gabinete do vereador em janeiro de 2021, mas não chegou a exercer as funções do cargo. Ainda assim, ele teria recebido salário e sido orientado a devolver a maior parte do valor recebido.
A investigação também cita a esposa do vereador, Lorena Fernandes Leão, e Herika Rayane Lima Silva, apontada como integrante do gabinete. O g1 tenta localizar a defesa dos investigados.
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De acordo com o Ministério Público, Anderson informou que recebeu uma proposta de Lorena para assumir o cargo de assessor parlamentar. Após ser nomeado, ele teria recebido salário de R$ 2.458,44 no fim de janeiro de 2021.
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Ainda segundo o relato, Lorena teria orientado Anderson a ficar com R$ 300 e devolver o restante do valor, em espécie ou por transferência para a conta de outro servidor do gabinete.
Mensagens de WhatsApp anexadas ao inquérito, segundo o MP, mostram conversas nas quais Lorena solicita o envio de uma foto para comprovar a devolução do dinheiro. O material também inclui a imagem enviada por Anderson após a solicitação.
Anderson foi exonerado do cargo em 31 de janeiro de 2021, no mesmo mês em que foi nomeado.
Durante a investigação, o Ministério Público identificou outros sete servidores nomeados para o gabinete de Dione Carvalho em janeiro de 2021 e exonerados no último dia do mesmo mês. São eles: Ana Caroline Aragão Nascimento, Emelly Mesquita Costa, Gabrielly Silva de Jesus, John Kenner Sena de Oliveira, Leandro André Feitosa de Moraes, Marlen Grijó dos Santos e Raphaella Vasconcelos de Oliveira.
O MP pediu que essas pessoas também sejam ouvidas no decorrer das investigações.